Alfabetização que Encanta

Meu nome é Regina Baroni Melim. Sou professora aposentada. Trabalhei, mais de trinta anos, na regência de sala. Quinze, na alfabetização. Fiz Magistério, Letras, Especialização em Linguística e Direito.

Este trabalho nasceu em uma conceituada escola particular, onde o ensino teria que conquistar alunos e mais alunos. Era tempo do construtivismo, falava-se em Emília Ferreiro, Piaget, Magda Soares e outros marcadores da Educação. Entretanto, a escola permitiu que usasse meu “projeto de ensino” pois os pais davam preferência ao meu “jeito” de ensinar. 

Sempre estive junto dos pequenos observando-os, procurando soluções, descobrindo saídas que empolgassem, que consolidasse a aprendizagem da leitura e escrita. Respeitei as desigualdades sem abandonar a aprendizagem. Quis para os alunos o melhor, isto é: alfabetização plena.

A criança, nas últimas décadas, distanciou-se da magia de que a própria idade necessita. Pouco se conta de histórias para as crianças. Em meu trabalho, o grande achado, o marco da inovação, o pulsar de um ensino inovador e irresistível à criança são as histórias que o sustentam, com êxito. Estas histórias, suporte da alfabetização, falam sobre fadinha Aia que, juntamente com Vento Encantado, saem pelo mundo com o propósito de fazer o bem. Fadinha descobre que o maior bem que poderá fazer é dar nome às coisas pois, no país encantado, nada, ainda, tinha nome. Assim, cria as letras a que ela chama de INSPIRAÇÃO. Cada letra tem o traçado da inspiração de fadinha, mesclado à história que lhe dá origem. As letras criadas partem, sempre, da prática de um bem. Fadinha Aia cria letras, palavras... Vento Encantado sopra a notícia da descoberta de fadinha. Assim, espalha-se a alfabetização e felicidade mundo afora. As inspirações de fadinha Aia envolvem todo alfabeto. O traçado da letra, criada por fadinha, parte de situações que garantem ao aluno jamais confundir letras e este, ainda, aprende valores. Enquanto a criança vive e reproduz as descobertas de fada Aia e dos personagens do reino encantado, a aprendizagem acontece, naturalmente. O aluno adora aprender. Enquanto aprende, mescla-se à história sentindo-se personagem. Não sente “a matéria” dada; está participando da história contada pela professora. E é também personagens...e feliz.

Meu “Projeto” para Alfabetizar tem a sequência de uma cartilha tradicional. Porém, é riquíssimo no envolvimento com a língua ou linguagem. Sua aplicação resulta em uma alfabetização, sem prejuízo do pensar e do agir do aluno por si próprio. A interação é parte importante no contexto do aprendizado e decorre, daí, o despertar participativo e crítico da criança.

O aprendizado sequencial do meu “projeto,” pela forma de apresentação, garante a leitura e a escrita. Nele, “tentar ensinar" não existe.

Aia encanta as crianças, prepara-as e motiva-as para a alfabetização.  As histórias de Aia e Vento Encantado envolvem todo alfabeto e faz a criança feliz. Todos os textos, inclusive, os poemas ou poesias, são de minha autoria. Foram criados para envolver a criança a cada momento, a cada etapa do aprendizado.

Este trabalho, iniciado há anos ficou adormecido em gavetas pois, como professora do Estado, fui designada para o ensino médio, onde me aposentei.

Há pouco tempo veio, até mim, uma criança de quase oito anos, para que pudesse ajudá-la na alfabetização. Primeiro contato, desanimador. A criança não podia ouvir falar em ler e escrever. Irritava-se a ponto de bater as mãos na mesa e perguntar insistentemente quanto tempo ficaria ali. Sabia nomes de algumas consoantes, mas não conseguia formar ou ler nenhuma sílaba. Não possuía coordenação. Sua escrita, o traçado de algumas letras, descia e subia alheia à pauta. Recusava-se a olhar-me. Recusava-se a ouvir-me. Não aceitava nenhuma tentativa de aprendizagem. Comecei a contar-lhe as histórias de Aia. Sua primeira reação foi: “odeio histórias”. As mãos subiram logo aos ouvidos.  Não desisti. Insisti. Continuei com histórias de fadinha Aia. Senti que as mãos que tapavam os ouvidos iam afrouxando, pouco a pouco. Propus-lhe desafios e senti um pouco mais de interesse. Já não tapava os ouvidos quando lhe contava sobre “as inspirações de fadinha Aia”. Passado um mês do início das nossas aulas, esta criança já conseguia ler e formar palavras do conteúdo a ela ensinado. É MARAVILHOSO, ESTIMULANTE, ENCANTADOR perceber que um brilho de contentamento substituiu o olhar antes, de aversão. Ele já sorria para mim e olhava-me. Perguntava pelas histórias, quando a aula era só escrita e leitura.  Esta criança veio de escolas particulares. As escolas recomendaram-lhe acompanhamento com profissionais especializados. Ele fora “taxado” de desajustado, dentre outros “desalentos”. Não precisou de nenhum tratamento. A necessidade da criança, era ENTENDER, DECODIFICAR O PROCESSO DO LER E ESCREVER. Amor e respeito com certeza, lhe faltaram. Precisava não ter sido abandonada por suas dificuldades. Rótulos ferem, marcam, mutilam. Ainda bem que essa criança conheceu as histórias de fadinha Aia.

Criança com dificuldades durante o processo de alfabetização, se não acolhida no momento da dúvida, pode se fechar, nascendo, nesse momento, a ruptura com a aprendizagem: início da autoexclusão. Um conjunto de fatores psicológicos, a que chamo de autodefesa, a deixará à margem da aprendizagem e dos demais colegas. Uma criança que não consegue se alfabetizar no momento adequado fica para trás e, aos poucos, isola-se do grupo, cria barreiras para si mesma e, no futuro, tais deficiências irão afetar sua vida social, pessoal e psicológica. Isso é fato.

Desarquivei meu Projeto. Vou reescrevê-lo e publicá-lo.  São muitas as formas de alfabetizar e cada uma delas destaca um aspecto no aprendizado. Entretanto, existem métodos que despertam na criança, grande interesse pelo ler e escrever. É esse interesse, o diferencial no trabalho por mim apresentado. Esse meu projeto devolve para a criança “seu mundo de criança” e, ao mesmo tempo, possibilita-lhe crescimento intelectual, social e humano, além de fazê-la feliz na alfabetização.

Regina Baroni Melim

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